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azuleazul

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Película de filme

10.07.07 | Kita

The garden of my memories...

 

Respirei-te de novo esta manhã.

 

Cada sítio, cada lembrança, cada pedaço de momento contigo entram dentro de mim com uma força inimaginável. Sinto um sentimento estranho, não sei se de prisão, se de liberdade... minha alma ressuscita dando ao passado a força daquelas ondas.

 

 Só o meu mar consegue quase mexer tanto comigo como quando as tuas recordações voltam. Sim, como uma alma partida me disse, este Amor é como as ondas do mar, vai e vem. Mas está sempre aqui. Como tu.

 

 Inspiro as recordações no silêncio das imagens que vou passando na minha mente, como uma película fotográfica ou de cinema. Não compreendo como te consigo recordar e não sentir raiva ou qualquer espécie de sentimento negativo em relação a ti. Só pode ser porque o que um dia senti foi tão forte que até o que passei por ti conseguiu superar.

  

E no fundo, acredito que não tiveste culpa. Não acredito que imaginasses sequer o que estava a passar e nunca fiz questão que soubesses. Deste-te a conhecer o suficiente para eu não o querer. 

  

Passei há pouco no Jardim Botânico e olhei a paisagem que vimos naquele dia juntos. O único em que teria hipóteses e as desperdicei de forma tão estúpida... Vi-te de novo, sentei-me naquele banco, inspirei o nosso ar e soube naquele momento que nunca irei conseguir deitar fora estas recordações. Nunca conseguirei desfazer-me das chaves com que te encerrei no meu peito naquele dia junto ao mar. Nunca terei força para deitar aquela caixinha fora onde te guardo em pedaços de papel... e aquele teu poema, aqueles...

 

 Partilhaste-te tanto comigo. E, apesar de tudo não ter passado de uma peça de teatro viva, tenho, no fundo, de me sentir lisonjeada por uma alma tão cinzenta de vida, tão fechada em si mesma se ter conseguido abrir...

 

 Tenho a vontade secreta de um dia voltar a falar contigo. Saber se ainda és o mesmo que conheci um dia. Mas não te abririas de novo comigo... não como um dia o conseguiste fazer. Porque dizias que me amavas. Só não conseguiu ser um amor como o meu. Ou não teria morrido assim...

  

Sei que vais estar sempre presente, como as minhas ondas daquele meu mar que me deu a possibilidade e a força de voltar a viver depois de ti. Criaste-me um novo eu. Sinto-me mais forte e sei como o amor pode ser doloroso e tão bonito. É como nos vejo.

 

 "Nós". Só houve um dia entre duas almas que falavam...

 

(a minha vai continuar a ecoar o teu nome...)

De uma forma ou de outra

Sempre te amarei.

Do meu jeito.

TK

 

 

Kita, 10 de Julho de 2007 (Coimbra)

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