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Este é o meu cantinho onde guardo os meus pensamentos, os meus sentimentos que vao percorrendo a minha vida e o meu mundo...

Quarta-feira, 16 de Maio de 2007

Falta de mim

Sinto-me presa nas entranhas da vida. A minha própria vida, que eu própria construí...

Sinto falta de respirar a liberdade que eu própria ajudei a tirar... Sentimo-nos mal quando a liberdade nos é retirada por outrém, mas ainda é pior quando sabemos que contribuimos para tal...

Sinto falta de vida.

Sinto falta de mim, dos meus sorrisos, que há já muito tempo não tenho conseguido mostrar neste sítio... Como poderei se me sinto ignorada, com espaço a mais que me tira a liberdade de ser eu?

Sinto falta da areia à beira-mar.

Sinto falta da paz que a brisa marítima me traz quando fecho os olhos e inspiro aquele ar. Quando ele me entra pelo nariz e preenche cada canto do meu ser. Aí consigo pensar, libertar-me, ser o meu eu perdido que só encontro lá e fora daqui.

Sinto falta de respirar e saber que não me vão criticar pelas palavras, pelos sentimentos. A vida aqui torna-se fechada num sem-sentido mergulhado de solidão e indiferença. Critico-me a mim própria, tantos porquês... tantas palavras que deveriam ter ficado só comigo. Seria livre?

Continuo a ser eu. Mas só quando parto. Quando posso respirar, correr e ter a minha liberdade...

Apagada... sou assim vista aos olhos de quem avalia como sou. Mas dentro de mim tenho uma luz brilhante... basta deixarem-me acendê-la.

Kita, 16 de Maio de 2007.

sinto-me: sozinha na minha prisão...
Terça-feira, 15 de Maio de 2007

À maneira de Benamor Lhopes

Life a sea full of dreams...

 

 A vida não é de abrolhos.

É de abr'olhos.

 

A vida não é de escolhos.

É de escolhas.

 

Por que me olhas e m'olhas?

Por que me forras a alma

Com o relento de um sentimento?

 

Serei eu a tua escolha?

 

Abre os olhos e olha,

Que eu já me escolhi em ti!

 

Alexandre O'Neil

sinto-me: pensativa
pensamento solto por Kita às 18:01

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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2005

Sou...

Fico sem palavras assim

 Quando em ti penso

Sou só matéria

Sou só sentimento

 Sentimento que me impede de respirar

Sou só pensamento

Pensamento de tudo

Que se torna nada

 Nada que altera o que sou

Nada, inerte ser

Já não sei onde vou

 Sou só um monte de imagens

 Monte de recordação

 Monte de culpas por vezes

 Por insistir em abrir

Este meu frágil coração.


Kita , 9 Agosto 2005, 23:20.


(Abro-o, sais de mim para me preencheres ainda mais… e me inundares…)

A caixinha



Por vezes parece que sinto quase uma necessidade de escrever sobre ti. Porquê: sei, não sei, talvez saiba. Percorre-me tanta vez um misto de incompreensão e evidência. Tudo é incompreensível para mim, mas tudo se torna claro com a luz azul…

No início, disse que ia escrever mais sobre ti, declarei este espaço como sendo meu e teu… e, no entanto, nunca mais te coloquei aqui. Tem sido também teu este espaço porque tens aqui dentro sempre o teu lugar…

No sábado em arrumações, dei-me com a caixinha nas minhas mãos. A caixinha que encerra o nosso percurso, a nossa vida de certa forma. Olhei-a por uns instantes e hesitei sequer tocar-lhe. Fazê-lo seria reavivar memória, trazer recordações que queria e não queria trazer de volta. Mas quando a olhei só estava, no fundo, a preparar-me, a ganhar coragem, pois sabia que iria ser aberta…

Caixinha mágica aberta com todo o cuidado, cada toque, uma lembrança, cada objecto insignificante revestia-se de um significado que só o meu coração conhece… Estiveste ali, em cada pedaço que toquei, recordei-te naquelas lindas palavras que escreveste para mim e que se perderam para sempre para o mundo… só aqui permanecem.

Não estás ali dentro, mas consigo ver-te, sentir-te ali sempre que a olho. Sempre que vasculho no mais profundo de mim, lá estás tu, o meu Deus…

Por mais que quisesse, nunca me poderia desfazer dela. É uma parte de mim, uma parte da minha vida encerrada entre paredes de papelão. No final só me restaram paredes cheias, o vazio e uma lágrima… uma lágrima que não consigo definir, uma lágrima só minha, sentimento só meu. Lágrima calejada pelo tempo que passou e nunca veio. Sentimento sentido, sentimento que perdura eternamente e se desvanece. Sentimento de amor pleno, o sentimento que se escreve na areia e é levado pelas ondas do mar…

O mesmo mar ao qual pedi para me ajudar com o sentimento, ele levou-o, conservou-o e deixou-me viver contigo encerrado aqui. Sei que vais sempre permanecer, a tua lembrança será sempre constante… Ninguém é culpado. A Natureza é assim e sabe o que faz… Penso que não é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo. Eu amo-o na vida real e conservo-te a ti desta forma especial, esta forma que muito poucos conseguem compreender… eu, por vezes, não compreendo este sentir… Guardo-te com carinho, com cumplicidade… e no final, com pena de tudo ter sido tão efémero, de (quase) tudo ter permanecido em palavras…

Kita , 9 Agosto 2005, 23:05
Terça-feira, 2 de Agosto de 2005

Duas faces



Eu choro por dentro de mim, mas tenho de mostrar um sorriso. Sofro e mostro uma cara feliz... Não consigo. Mas é isso que as pessoas querem ver. Não posso ter sentimentos? Não posso ser eu mesma? Porquê mostrar às pessoas aquilo que não sinto, porquê expressar tudo o que não sou? Meras palavras, meros evitar de explicações que não quero, não tenho de dar... Quero ser eu mesma, quero ser livre de poder sentir dor, de chorar uma lágrima quando necessito e não ter de me esconder. Porque não é uma lágrima tão natural como um sorriso? Se alguém nos vê chorar, surgem de imediato perguntas, pensamentos, curiosidades... "O que aconteceu?", "O que tens?", mas quando sorrimos ninguém nos pergunta o porquê desse sorriso... ou muito raramente.

Quero ser livre para viver. Quero ter o meu espaço de liberdade, poder ser eu e não ter um estado de alma em duas metades diferentes... Sinto-me quebrada, sou duas pessoas em mim.

Kita , 30 Julho 2005.
Terça-feira, 28 de Junho de 2005

Voo azul

dreamland.JPG

Sorri, deixa-te levar pelo sentimento...
Sorri, deixa-te voar...
Alcanca uma estrela
Beija a Lua
Se tu próprio...
Transforma o teu mundo numa bola de cristal
Pinta-a de azul
Deixa a tua alma mergulhar na vida
Diz-lhe para pintar o teu sorriso de azul
Beija os teus pedacos de cristal
Deixa-te invadir pela cor...
Entra no teu sonho
Abre o teu coracao
E deixa entrar o amor...

Kita , 26 Junho 2005, 01:21

Sexta-feira, 24 de Junho de 2005

Irmao...

olho-lagrima.jpg
É com tristeza que escrevo este texto. Pensei seriamente na hipótese de o colocar aqui, mas depois pensei que fazia todo o sentido, pois é uma parte da minha vida, dos meus sentimentos e é isso que pretendo incluir neste espaco... escrevi-o ontem à noite, no escuro do meu quarto...

Irmao... uma palavra tao pequenina, que deveria ter tanto significado. Felizmente, para muitas pessoas, ele é a "melhor pessoa" que conhecem, é "espectacular", é o "melhor amigo"... infelizmente para mim, nunca poderei dizer isso, apesar de ter um irmao...

Hoje é a ti que dirijo estas palavras que tu nunca irás ler.

Costuma dizer-se que um verdadeiro amigo é como um irmao. No meu caso, acho que a frase faria mais sentido "Um irmao deveria ser um verdadeiro amigo". Deveria, sim, mas nao posso dizer isso de ti... e nao sabes como me dói a alma ter de escrever isto e, mais ainda, ter de suportar essa realidade no meu coracao...

A palavra "irmao" é tao forte! Implica tantos lacos, uma uniao de sangue, mas, mais do que isso deve ser uma uniao de amor e de amizade, nao será? Entao porque será que a nossa uniao se resume - ou, pelo menos, assim o sinto - à uniao criada pelo facto de termos os mesmos pais em comum? Onde está o amor, a amizade que dois irmaos deveriam partilhar?

Onde está o teu afecto por mim? Onde estao as palavras, as demonstracoes de carinho? Dizes, raramente, que gostas de mim... mas onde está esse amor de que falas, que nao o consigo ver? Sinto-te tao longe, mano, tao longe de mim, da minha forma de ser, pensar e agir!... Mas isso em si nao é um problema, há pessoas que pensam diferente e ainda assim sao as melhores amigas do mundo...

Mas tu só consegues agir e pensar em funcao de ti próprio, do teu mundo, do teu ego pessoal... só consegues ver o teu bem estar e nao consegues ter um gesto de carinho para com ninguém... ou melhor, consegues ser carinhoso para toda a gente, só para quem te ama de verdade (como é o caso da tua irma...) é que nao. Porque será? Terás uma personalidade escondida dentro de ti? Nao, és único. Eles é que nao chocam com os teus interesses materiais, talvez.

Estarei a ser muito dura contigo?... Nao sei, talvez seja a dor a falar, a dor de ter um irmao e nao me conseguir orgulhar dele e da forma de ser dele... E depois aquelas recordacoes, as palavras tao duras que proferes tantas vezes... e acho que nem chegas a perceber realmente o quanto doem cá dentro. Acabo por nao ter resposta às tuas insinuacoes, só o meu coracao tenta perceber o porque de tanta palavra dura de egoísmo e materialismo. E pensar que eu seria capaz de dar tudo o que tenho a um irmao, ainda que saísse prejudicada... dá-me uma mágoa maior do que tudo nesta vida quando penso nisso e me lembro do que disseste... Acho bem que me des o que gastares com ela, se nao a pudesses trazer lá nao trazias!

E a tua naturalidade com que o afirmaste ao pai, logo ali à minha frente... porque és assim para mim, mano? Porque nao consegues ver o lado humano da vida e das relacoes e só consegues centrar-te em ti? Como podes ser tao diferente de mim, sendo meu irmao?

Nunca te hei-de compreender nesta vida, vivemos na mesma casa (por enquanto) mas em planetas e galáxias completamente distantes... vives num mundo completamente à parte do meu. Vives num mundo onde só te ves a ti numa esfera, os outros sao meros objectos com cujos sentimentos brincas... afinal, eu nao passo de um objecto...

Nao percebo... e a nossa cumplicidade de infancia, em que jogávamos futebol, berlindes e nos sujávamos em conjunto? As aventuras de escola, os amores que me contavas teres vivido? Como eu gostava desses momentos em que, por instantes, sentia ter ali o MEU IRMAO, o confidente, o que partilha a sua vida, o irmao que eu sempre quis ter... Mas, no fundo, acabava por ser só como um acto numa peca de teatro, chegava sempre o momento em que o pano baixava no palco e tudo voltava à realidade...

Sim, é muito bom ter um irmao! Mas infelizmente nao foi contigo que aprendi o que signica um verdadeiro irmao... foi preciso encontrar numa prima a irma que eu nunca tive e o irmao que gostaria de ter tido. Mariana. Ela sim, sabe o que é ser irma, apesar de nao ter irmaos de sangue... curioso, nao é? No entanto, os lacos mais fortes nem sempre sao os de sangue. E é por isso que ela vai ser sempre a minha manita mais nova...



Kita , 24 Junho 2005