.Setembro 2011

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
29
30

.mais sobre mim

.Se me quiseres escrever...

kita19@gmail.com

.pensamentos recentes

. Película de filme

. Reencontro

. A caixinha

.pensamentos passados

. Setembro 2011

. Junho 2010

. Abril 2010

. Março 2009

. Fevereiro 2009

. Setembro 2008

. Junho 2008

. Maio 2008

. Março 2008

. Fevereiro 2008

. Dezembro 2007

. Outubro 2007

. Setembro 2007

. Julho 2007

. Maio 2007

. Abril 2007

. Março 2007

. Fevereiro 2007

. Janeiro 2007

. Dezembro 2006

. Novembro 2006

. Outubro 2006

. Setembro 2006

. Agosto 2006

. Julho 2006

. Junho 2006

. Maio 2006

. Abril 2006

. Março 2006

. Fevereiro 2006

. Janeiro 2006

. Dezembro 2005

. Novembro 2005

. Outubro 2005

. Setembro 2005

. Agosto 2005

. Julho 2005

. Junho 2005

.pensamentos à deriva

.visitas







.tags

. 18anos(1)

. 3 caminhos(1)

. alemanha(1)

. alexandre o'neil(1)

. alma(3)

. amar(1)

. amizade(1)

. amor(7)

. aniversário(3)

. avô(2)

. azul(2)

. buppy(1)

. caixinha(1)

. calma(1)

. citação(2)

. citação minha(1)

. d38(8)

. dalai lama(1)

. deambulações(1)

. desalento(1)

. descontentamento humano(1)

. desistir(1)

. divagações(1)

. erasmus(2)

. escola(2)

. escrever(2)

. esp(1)

. estágio(3)

. etiquetas(1)

. eu(1)

. faces(1)

. fachada(1)

. faithful(1)

. felicidade(3)

. fidelidade(1)

. filho(1)

. filosofias(1)

. free(1)

. funeral blues(1)

. futuro(1)

. gouveia(2)

. granja(1)

. grito(2)

. grupo(1)

. homossexualidade(1)

. ignorada(1)

. incêndios(1)

. incompreensão(1)

. insistir(1)

. inspiração(1)

. interior(1)

. irmão(4)

. jardim botânico(1)

. john lennon(1)

. karate(2)

. lágrimas(1)

. lembrança(1)

. liberdade(6)

. loucura(1)

. lua(1)

. mãe(2)

. mar(7)

. mariana(1)

. memórias(1)

. metamorfose(1)

. modelo(1)

. mudança(1)

. mundo(1)

. não desistir(1)

. natal(2)

. neve(1)

. optimismo(1)

. pais(1)

. palavras(5)

. parabéns(1)

. paz(2)

. penacova(1)

. pensamentos(5)

. pensar(2)

. pensativa(1)

. perdida(2)

. perseverança(1)

. poema(5)

. portugal(2)

. razão de escrever(1)

. realidade(1)

. recordações(3)

. reencontro(2)

. regresso(1)

. renascer(1)

. retrospectiva(1)

. roberto(2)

. saudade(1)

. saudosista(2)

. sentimentos(7)

. sintra(2)

. solidão(3)

. sonho(10)

. vida(5)

. voar(2)

. todas as tags

.favorito

. Mais uma vez...

. Saudade

. Metamorfose

. O sonho...

Cambridge Dictionaries Online


Este é o meu cantinho onde guardo os meus pensamentos, os meus sentimentos que vao percorrendo a minha vida e o meu mundo...

Terça-feira, 10 de Julho de 2007

Película de filme

The garden of my memories...

 

Respirei-te de novo esta manhã.

 

Cada sítio, cada lembrança, cada pedaço de momento contigo entram dentro de mim com uma força inimaginável. Sinto um sentimento estranho, não sei se de prisão, se de liberdade... minha alma ressuscita dando ao passado a força daquelas ondas.

 

 Só o meu mar consegue quase mexer tanto comigo como quando as tuas recordações voltam. Sim, como uma alma partida me disse, este Amor é como as ondas do mar, vai e vem. Mas está sempre aqui. Como tu.

 

 Inspiro as recordações no silêncio das imagens que vou passando na minha mente, como uma película fotográfica ou de cinema. Não compreendo como te consigo recordar e não sentir raiva ou qualquer espécie de sentimento negativo em relação a ti. Só pode ser porque o que um dia senti foi tão forte que até o que passei por ti conseguiu superar.

  

E no fundo, acredito que não tiveste culpa. Não acredito que imaginasses sequer o que estava a passar e nunca fiz questão que soubesses. Deste-te a conhecer o suficiente para eu não o querer. 

  

Passei há pouco no Jardim Botânico e olhei a paisagem que vimos naquele dia juntos. O único em que teria hipóteses e as desperdicei de forma tão estúpida... Vi-te de novo, sentei-me naquele banco, inspirei o nosso ar e soube naquele momento que nunca irei conseguir deitar fora estas recordações. Nunca conseguirei desfazer-me das chaves com que te encerrei no meu peito naquele dia junto ao mar. Nunca terei força para deitar aquela caixinha fora onde te guardo em pedaços de papel... e aquele teu poema, aqueles...

 

 Partilhaste-te tanto comigo. E, apesar de tudo não ter passado de uma peça de teatro viva, tenho, no fundo, de me sentir lisonjeada por uma alma tão cinzenta de vida, tão fechada em si mesma se ter conseguido abrir...

 

 Tenho a vontade secreta de um dia voltar a falar contigo. Saber se ainda és o mesmo que conheci um dia. Mas não te abririas de novo comigo... não como um dia o conseguiste fazer. Porque dizias que me amavas. Só não conseguiu ser um amor como o meu. Ou não teria morrido assim...

  

Sei que vais estar sempre presente, como as minhas ondas daquele meu mar que me deu a possibilidade e a força de voltar a viver depois de ti. Criaste-me um novo eu. Sinto-me mais forte e sei como o amor pode ser doloroso e tão bonito. É como nos vejo.

 

 "Nós". Só houve um dia entre duas almas que falavam...

 

(a minha vai continuar a ecoar o teu nome...)

De uma forma ou de outra

Sempre te amarei.

Do meu jeito.

TK

 

 

Kita, 10 de Julho de 2007 (Coimbra)

sinto-me: a recordar...
Quinta-feira, 30 de Novembro de 2006

Reencontro

De novo às origens… de novo num espaço de tantas recordações, de inúmeros momentos em que fui tão feliz!... Foi aqui que te conheci e que soube que eras tu aquele que me iria fazer sonhar para sempre, ainda vivendo a realidade.
 
Raramente tenho oportunidade de aqui voltar… e quando venho, cada recanto tem uma história, cada recanto um cheiro diferente, uma saudade inexplicável que não passa. Sempre sonhei um dia poder acabar a minha formação aqui e estou num sítio tão longe. Mas relembro-te. As amizades, os encontros e desencontros de uma vida de adolescente sonhadora, idealista e insatisfeita. Eternamente buscando vida.
 
Não há palavras para os sentimentos que este banco me trás. Só as lembranças de momentos que irão para sempre permanecer na eternidade de uma alma sedenta e suspirante de saudade…
 
Olho-te em silêncio para que cada momento que me trazes penetre bem fundo na minha alma e faça reviver, tão intensamente, as vozes, os cheiros, os silêncios de um tempo em que a vida sorria e chorava, sonhadora…
 
 
Reencontro-me neste sítio… onde o sonho permanece vivo… eternamente uma realidade dentro de mim…
Uma lágrima quase se tornou vida ao pisar este palco, vivo de história, repleto de emoções eternas. Como tu…
Relembro uma timidez já esvanecida pelo tempo e um olhar triste, cinzento, transbordando de amor… Passam lembranças andantes do passado e eu sorrio dentro de mim. Olho este céu acima de mim e recordo a nossa vida, o que fomos e no que nos tornámos. Depois daquele dia…
 
Sou uma alma eternamente saudosista… eternamente sonhadora, eternamente menina azul. Eternamente eu.
Suspiro. Não penso, simplesmente te olho e te absorvo. Penetras na minha alma e entranhas-te na minha pele.
 
E consigo ser de novo um eu, perdido no tempo, sem lugar…
 
Kita, 30 de Novembro de 2006, ESP
sinto-me: saudosista...
Quarta-feira, 10 de Agosto de 2005

A caixinha



Por vezes parece que sinto quase uma necessidade de escrever sobre ti. Porquê: sei, não sei, talvez saiba. Percorre-me tanta vez um misto de incompreensão e evidência. Tudo é incompreensível para mim, mas tudo se torna claro com a luz azul…

No início, disse que ia escrever mais sobre ti, declarei este espaço como sendo meu e teu… e, no entanto, nunca mais te coloquei aqui. Tem sido também teu este espaço porque tens aqui dentro sempre o teu lugar…

No sábado em arrumações, dei-me com a caixinha nas minhas mãos. A caixinha que encerra o nosso percurso, a nossa vida de certa forma. Olhei-a por uns instantes e hesitei sequer tocar-lhe. Fazê-lo seria reavivar memória, trazer recordações que queria e não queria trazer de volta. Mas quando a olhei só estava, no fundo, a preparar-me, a ganhar coragem, pois sabia que iria ser aberta…

Caixinha mágica aberta com todo o cuidado, cada toque, uma lembrança, cada objecto insignificante revestia-se de um significado que só o meu coração conhece… Estiveste ali, em cada pedaço que toquei, recordei-te naquelas lindas palavras que escreveste para mim e que se perderam para sempre para o mundo… só aqui permanecem.

Não estás ali dentro, mas consigo ver-te, sentir-te ali sempre que a olho. Sempre que vasculho no mais profundo de mim, lá estás tu, o meu Deus…

Por mais que quisesse, nunca me poderia desfazer dela. É uma parte de mim, uma parte da minha vida encerrada entre paredes de papelão. No final só me restaram paredes cheias, o vazio e uma lágrima… uma lágrima que não consigo definir, uma lágrima só minha, sentimento só meu. Lágrima calejada pelo tempo que passou e nunca veio. Sentimento sentido, sentimento que perdura eternamente e se desvanece. Sentimento de amor pleno, o sentimento que se escreve na areia e é levado pelas ondas do mar…

O mesmo mar ao qual pedi para me ajudar com o sentimento, ele levou-o, conservou-o e deixou-me viver contigo encerrado aqui. Sei que vais sempre permanecer, a tua lembrança será sempre constante… Ninguém é culpado. A Natureza é assim e sabe o que faz… Penso que não é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo. Eu amo-o na vida real e conservo-te a ti desta forma especial, esta forma que muito poucos conseguem compreender… eu, por vezes, não compreendo este sentir… Guardo-te com carinho, com cumplicidade… e no final, com pena de tudo ter sido tão efémero, de (quase) tudo ter permanecido em palavras…

Kita , 9 Agosto 2005, 23:05