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Este é o meu cantinho onde guardo os meus pensamentos, os meus sentimentos que vao percorrendo a minha vida e o meu mundo...

Segunda-feira, 29 de Agosto de 2005

Gritos

Esta imagem sugeriu-me a revolta do mundo, por o ser humano tanto o maltratar...


Dentro de mim
A ânsia de viver
Lá fora um mundo
Com vontade de se esconder
Cá dentro um grito
Com vontade de ecoar
Lá fora um silêncio
Só querendo chorar
Cá dentro a incompreensão de um mundo
Que não sabe construir
E o mundo lá fora chora
A ruir...



Kita , 28 Agosto 2005.

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A destruição do nosso país

 

Um mar de chamas, vidas construídas que se despedaçam à vista impotente de lágrimas de sangue de quem nada tem... Ar puro, de todos, ar sem preço que cada vida respira pra continuar o seu caminho, ora cinzento, ora cor de fogo...


A tristeza que se revela na dura e impotente evidência de que é o próprio Homem a causar a sua desgraça... e um porquê bem saliente que dispara dos corações fustigados de suor, lágrimas e tristeza. Um porquê de indignação... o porquê eternamente incompreensível de atear fogos, de semear a destruição da vida, de pintar o mundo de cinzento, de castanho do pó... no final é só pó que resta. O pó das florestas, o pó das pessoas.


Será tudo por simples dinheiro? Que dinheiro paga a vida, que dinheiro paga o verde, o cantar alegre dos pássaros esvoaçando livremente pelo mundo? Que dinheiro paga as vidas humanas de quem tudo arrisca para salvar as nossas árvores e os nossos haveres?


Como a tua jovem vida, primo, que as chamas e o vento traiçoeiro te roubaram no final de Fevereiro deste ano... a tua jovem vida de 24 anos de sorrisos, que toda a gente admirava... andavas sempre alegre, tinhas sempre o teu sorriso pronto para oferecer... Hoje, se ainda pudesses ver este sol, não sorririas... andam a matar as árvores que tu brilhantemente protegias, andam a destruir o teu país. Gostavas tanto de ser bombeiro!


Já não tenho vontade de olhar as serras, as matas, já não tenho coragem de passear pelos vales... quando olho as árvores já não reconheço os espaços. Tudo negro, pó cinzento, ar praticamente irrespirável mesmo depois de tantos dias de fogo extinto... tudo deserto, árvores queimadas que ainda se aguentaram de pé, mas árvores sem alma... quando voltarei a passar por caminhos antigos e voltarei a ver o verde? O verde de esperança de vida, o verde que emana ar puro, que dá vontade de nos perdermos e encher o nosso ser de ar até ao mais profundo de nós!


É por isso que ao ver o cenário que se apresenta aos meus olhos, sinto uma tristeza enorme que chega ao canto mais recondito da minha alma de incompreensão, uma alma que vê o verde dos campos e sonha com o dia em que todos lutem para um planeta de ar puro, onde todos tenham orgulho de viver... e tenham o perdão das árvores, pois, se elas pensassem, estariam concerteza muito tristes com o ser humano.

 

 



Kita , 27 Agosto 2005.
Terça-feira, 23 de Agosto de 2005

Pedido de desculpas

 

 

Peço desculpa por te ter deixado uns tempos sem pensamentos para reflectires e, quem sabe, fazer alguém pensar nos oceanos das minhas palavras, sempre tão sentidas, tão cheias de mim, da minha vida e do meu percurso terreno.


Continuo a pensar em tudo o que me rodeia, continuo a ter sentimentos para sentir e gostaria muito de os partilhar contigo... mas o caminho da vida nem sempre me permite aqui vir visitar-te, agora ainda mais, pois sem Internet em casa, com o computador estragado, torna-se extremamente complicado confidenciar-te seja o que for...


Hoje escrevi-te num rasgo de sorte, mas anseio veemente pelo dia em que os meus pensamentos azuis voltem às tuas páginas, para que um dia possa recordar tudo o que sou e tudo o que fui e senti um dia. E para me sentir plena, cheia de um ar quente interior revelador de todo o meu ser.

 

Isto tudo para que saibas que não te esqueci... e não me abandones à mercê de mim mesma, tendo que guardar tudo para mim.

 

Kita , 23 Agosto 2005.

Quinta-feira, 11 de Agosto de 2005

Revelação


Agora sei que não vens cá. Sei que não lês os meus pensamentos que também são teus porque estás neles. Sinto uma sensação estranha quando te encontro, seja a falar contigo, como agora, seja só em pensamentos.

Que sensação é esta que me invade? Que sentimentos estranhos são estes que me fazes sentir? Porque é que sempre foste tão importante na minha vida? Fizeste-me chorar tanto, fizeste-me sentir amor e lágrimas, recriaste-me uma vida que não mais esquecerei pela dor e pelo carinho de alguém como tu...

Nunca tive ninguém assim dentro de mim. Muita gente ainda me pergunta porque continuo a insistir em lembrar-te, em recordar-te e sentir-te... mas é superior a mim, é algo que surge sem eu pedir, é algo que me transcende e não me pergunta se pode aparecer...

Sei que não sou a única a sentir este tipo de sentimento, mas continuo a intrigar-me, continuo a perguntar-me o porquê de te ter encerrado a sete chaves cá dentro e ter a tentação de abrir a fechadura e deixar-te sair livremente, perdendo-me em pensamentos e momentos passados. Nostalgia é talvez o sentimento predominante. Saudade não sei se sinto... estou bem agora, sabes? Acho que só gosto de te recordar de vez em quando e por isso não consigo deitar fora a chave com que decidi encerrar-te dentro do meu coração. Foste demasiado importante para mim no passado para agora fingir que nunca te tive na minha vida...

Continuas na minha vida, embora de forma muito ténue. É melhor assim, contento-me com a tua lembrança de tempos que já lá vão e vivo intensamente o presente com o meu anjinho, que me conseguiu fazer renascer. Sou feliz de ainda te conseguir conservar num lugar meu e conseguir viver a minha vida sem sombras do passado.

 

Kita , 11 Agosto 2005.
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Quarta-feira, 10 de Agosto de 2005

Muitos parabéns!...

 

Hoje fazes anos e não queria deixar passar este dia sem te deixar aqui uma palavra... queria desejar-te muitas felicidades, muitas rosas no teu caminho, a força para te desviares dos espinhos da vida e o amor incondicional para cuidares das rosas do teu jardim humano...

 Conheci há pouco tempo o teu menino, o meu lindo sobrinho e afilhado, que tem o teu sorriso, o teu olhar, as tuas feições de pequenino embora quase ninguém as admita... ele é tão fofinho! Desejo-te capacidade e amor para cuidares sempre bem dessa criaturinha linda que decidiste pôr no teu jardim.

Ainda não tive aquela conversa que tanto queria ter contigo, ainda não achei o momento oportuno, mal te vejo, sais de manhã e só voltas à noitinha... mesmo hoje, no teu dia, não tenho a certeza se te vou conseguir dar os parabéns pessoalmente. Desejo também que esse dia da nossa conversa chegue rápido e que possamos esclarecer tudo o que está em dúvida entre nós... espero que possamos ficar mais unidos que nunca.

Fazes hoje duplamente aniversário, 27 aninhos de nascimento e 2 aninhos de casamento. Desejo também que saibas sempre cuidar do teu amor pela Catarina, que sejam sempre unidos e que consigas sempre mostrar-lhe o teu amor por palavras e acções.

Quero ainda dizer-te que... gosto muito de ti, mano. Que sejas muito feliz nesta vida que nos prega tantas partidas!... Procura sempre a felicidade por caminhos que sejas feliz e faças feliz os que também te amam...

 

 

Da tua mana,

Kita .

Sou...

Fico sem palavras assim

 Quando em ti penso

Sou só matéria

Sou só sentimento

 Sentimento que me impede de respirar

Sou só pensamento

Pensamento de tudo

Que se torna nada

 Nada que altera o que sou

Nada, inerte ser

Já não sei onde vou

 Sou só um monte de imagens

 Monte de recordação

 Monte de culpas por vezes

 Por insistir em abrir

Este meu frágil coração.


Kita , 9 Agosto 2005, 23:20.


(Abro-o, sais de mim para me preencheres ainda mais… e me inundares…)

A caixinha



Por vezes parece que sinto quase uma necessidade de escrever sobre ti. Porquê: sei, não sei, talvez saiba. Percorre-me tanta vez um misto de incompreensão e evidência. Tudo é incompreensível para mim, mas tudo se torna claro com a luz azul…

No início, disse que ia escrever mais sobre ti, declarei este espaço como sendo meu e teu… e, no entanto, nunca mais te coloquei aqui. Tem sido também teu este espaço porque tens aqui dentro sempre o teu lugar…

No sábado em arrumações, dei-me com a caixinha nas minhas mãos. A caixinha que encerra o nosso percurso, a nossa vida de certa forma. Olhei-a por uns instantes e hesitei sequer tocar-lhe. Fazê-lo seria reavivar memória, trazer recordações que queria e não queria trazer de volta. Mas quando a olhei só estava, no fundo, a preparar-me, a ganhar coragem, pois sabia que iria ser aberta…

Caixinha mágica aberta com todo o cuidado, cada toque, uma lembrança, cada objecto insignificante revestia-se de um significado que só o meu coração conhece… Estiveste ali, em cada pedaço que toquei, recordei-te naquelas lindas palavras que escreveste para mim e que se perderam para sempre para o mundo… só aqui permanecem.

Não estás ali dentro, mas consigo ver-te, sentir-te ali sempre que a olho. Sempre que vasculho no mais profundo de mim, lá estás tu, o meu Deus…

Por mais que quisesse, nunca me poderia desfazer dela. É uma parte de mim, uma parte da minha vida encerrada entre paredes de papelão. No final só me restaram paredes cheias, o vazio e uma lágrima… uma lágrima que não consigo definir, uma lágrima só minha, sentimento só meu. Lágrima calejada pelo tempo que passou e nunca veio. Sentimento sentido, sentimento que perdura eternamente e se desvanece. Sentimento de amor pleno, o sentimento que se escreve na areia e é levado pelas ondas do mar…

O mesmo mar ao qual pedi para me ajudar com o sentimento, ele levou-o, conservou-o e deixou-me viver contigo encerrado aqui. Sei que vais sempre permanecer, a tua lembrança será sempre constante… Ninguém é culpado. A Natureza é assim e sabe o que faz… Penso que não é possível amar duas pessoas ao mesmo tempo. Eu amo-o na vida real e conservo-te a ti desta forma especial, esta forma que muito poucos conseguem compreender… eu, por vezes, não compreendo este sentir… Guardo-te com carinho, com cumplicidade… e no final, com pena de tudo ter sido tão efémero, de (quase) tudo ter permanecido em palavras…

Kita , 9 Agosto 2005, 23:05
Terça-feira, 2 de Agosto de 2005

Duas faces



Eu choro por dentro de mim, mas tenho de mostrar um sorriso. Sofro e mostro uma cara feliz... Não consigo. Mas é isso que as pessoas querem ver. Não posso ter sentimentos? Não posso ser eu mesma? Porquê mostrar às pessoas aquilo que não sinto, porquê expressar tudo o que não sou? Meras palavras, meros evitar de explicações que não quero, não tenho de dar... Quero ser eu mesma, quero ser livre de poder sentir dor, de chorar uma lágrima quando necessito e não ter de me esconder. Porque não é uma lágrima tão natural como um sorriso? Se alguém nos vê chorar, surgem de imediato perguntas, pensamentos, curiosidades... "O que aconteceu?", "O que tens?", mas quando sorrimos ninguém nos pergunta o porquê desse sorriso... ou muito raramente.

Quero ser livre para viver. Quero ter o meu espaço de liberdade, poder ser eu e não ter um estado de alma em duas metades diferentes... Sinto-me quebrada, sou duas pessoas em mim.

Kita , 30 Julho 2005.

Solidão



Por indisponibilidade de vir aqui no dia 30 de Julho, escrevi o que sentia em papel... hoje passo para aqui.

Sinto-me só. Solidão, uma estrada interior coberta de pó. Tudo seco, luz e escuridão. Ar fresco que não refresca o interior. Duas faces que se excluen, uma face que tenta esconder a outra, sem força. Anseio de um pedaço de vida que retorne, que regresse a mim. Regressa... e faz renascer a vida novamente na minha face interior, que deambula pelo caminho sem azul, sem ti...

Kita , 30 Julho 2005.
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