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Este é o meu cantinho onde guardo os meus pensamentos, os meus sentimentos que vao percorrendo a minha vida e o meu mundo...

Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011

Saudade

Momento saudosista... um misto de melancolia misturada com cores de saudade quase palpável. Momentos com tanto sentido, tanto tempo perdidos no próprio tempo da vida.

 

E uma música que, no meio deste turbilhão que por vezes me assalta, me faz querer chorar... sem saber bem porquê (No surprises, Radiohead). Numa lágrima o sentimento de que a vida passa por nós e nós nem percebemos... só damos valor a um pedaço de tempo quando o tempo já não é nosso... como um dia foi.

 

Um simples gesto ao acordar,

um café,

uma boleia para a escola,

um almoço feito com carinho,

uma esponja a servir de colchão,

uma varanda para o pátio,

uma loja e um avô... uma avó.

Pombas,

um portão para me balançar,

um pátio,

uma bacia e sabonete à janela,

uma parreira repleta de cachos de uva,

uma "janela" para outro mundo, uma parede engraçada,

uma cozinha velha,

pipos,

uma viola.

Uma loja e um avô que não era mas...

 

...que sempre foi. Uma avó.

Uma família que sem ser... foi. Tudo. 

 

pensamento solto por Kita às 01:05

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Segunda-feira, 28 de Junho de 2010

Diving...

Dive in my own world...

 

A vida por vezes leva-me para um rumo que eu própria desconheço. E por vezes sinto-me perdida no meio de tanto sentimento. Sinto-me calma e ao mesmo tempo com um turbilhão de emoções dentro de mim.

 

Não sei o que sentir. Não sei o que pensar. Preciso ser eu. Preciso respirar. Preciso de um sol que me aqueça a alma e não só o meu corpo. Preciso da essência da vida, do amor e do mundo. Preciso da brisa do mar, de passear nos rochedos e sentir-me livre. Voar!...

 

Deitar-me na areia no fim do dia, pensar em ti e sorrir por dentro. Sentir e não só saber o que tu queres realmente da vida. De mim. De nós. Do nosso mundo. E por vezes sinto-me perdida no meio de um não sei que sentir ou pensar. A incerteza da certeza. A sabedoria e o não sentir. Nada se alia e preciso dessa união para conseguir respirar o ar que me trouxeste de novo à vida um dia.

 

Nada é certo nesta vida. Um dia pensei que o teu amor o era... mas por vezes perco-me de mim nele. Para ser eu própria, por vezes não sou feliz. Sinto-me presa de mim própria. Preciso de tirar estas amarras que me prendem da vida e do teu amor. Talvez precise de me igualar a ti... aproximar-me do que sentes, aproximar-me do teu eu interior em que a presença é suficiente para viver.

 

Preciso de mergulhar no meu mar para aclarar as ideias da vida. Preciso do meu azul para conseguir escrever as linhas do meu rumo futuro, do meu rumo presente... o rumo de mim própria. Preciso de algo mais...

pensamento solto por Kita às 18:24

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Quarta-feira, 28 de Abril de 2010

Revelações

A world full of stars, a world full of feelings...

 

Um dia encontrei-te. Tu encontraste-me e, pouco a pouco, sem querer, conseguiste cativar-me... com pequenos gestos, pequenos olhares, pequenos silêncios presos num coração tímido. Cada segundo juntos num banco de escola, num muro em redor, num pedaço de vida começou a ser vivido da forma mais intensa imaginável... eras tímido. Sempre foste. Mas acho que foi essa uma grande parte da tua conquista dentro de mim na altura.

 

Conseguiste que cada segundo contigo fosse um pedaço de vida. A minha vida, o meu sonho... o meu primeiro amor.

 

E ficávamos ali. Simplesmente com o silêncio inconfundível da natureza e o palpitar dos nossos corações. Queríamos mais, mas nem eu nem tu ousávamos quebrar a barreira de um medo tolo, de uma timidez de criança.

 

Mas sempre foi essa criança dentro de ti que eu amei. Mesmo depois de tantos anos, é ainda esse menino feito homem com quem eu sonho mesmo acordada.

 

Depois de todo aquele tempo, não esperava aquela reaproximação com que me brindaste naquela tarde. Tiveste a coragem determinante para sermos quem somos hoje. Reapaixonei-me por ti depois de tanto tempo. Agi sem pensar naquela noite. Tinha decidido exactamente o oposto e, talvez por alguma força maior que me dizia para lutar pela minha felicidade, decidi mergulhar. E mergulhei, talvez com muito medo, sem nenhumas certezas, mas mergulhei... mergulhei em algo que eu não acreditava plenamente. Mergulhei numa noite sem estrelas, só com o teu luar. Um luar que me iluminou... talvez fosse a tua auréola :)

 

A minha única certeza: queria voltar a sorrir... já não sabia o que era isso há demasiado tempo. Tinha morrido há demasiado tempo...

 

E a verdade é que depois dessa noite iluminada na minha (nossa) vida, os dias foram muito cinzentos. A tua luz não era suficiente para iluminar o meu coração. Mas continuaste ali. Sem dúvidas. Sem lamentos. Sem pedir nada. Nem o meu amor, que o teu olhar suplicava.

 

A verdade é que o teu amor acabou por ser suficiente por ti e por mim. Foi por acreditares em algo que nem eu acreditava que conseguiste dominar a selva que ia cá dentro... e os dias tempestuosos tiveram um fim. A verdade é só uma, como te confessei há poucos dias: tu devolveste-me a vida. A vida que eu tinha perdido. Fizeste-me renascer. E isso não tenho algum dia forma de te pagar. Sempre te serei grata por me devolveres algo que eu considerava tão adormecido, perdido mesmo...

 

Tínhamos de falar. E tinha de ser sozinhos. No meio da natureza. No meio do nada onde eu não tivesse medo, não me acobardasse, não tivesse vergonha de chorar e mostrar-te o que sentia. Tinhas de ver e, mais importante, sentir, o que eu te iria dizer. Tinhas de conseguir entrar no meu coração através de cada lágrima minha, através de cada palavra, cada gesto inexistente. Saber ouvir-me. Saber ler-me. Saber sentir-me.

 

E foi por isso que te levei até lá. Momentos longos de sentimentos mistos - tristeza, decepção versus amor. O amor que um dia soubeste dar-me. Foi através de pequenos gestos, pequenas coisas que, muitas vezes, não lembram ao mais pequeno mortal, que me cativaste. Mas temos de cativar o outro durante a vida, a cada momento, a cada espaço de tempo em conjunto. Temos de fazer o outro feliz.

 

E eu não estava a ser.

 

Senti a tua impotência. Senti que não sabias o que fazer, o que dizer. Não fazias ideia. As palavras, por vezes, também não são importantes. Naquela hora, eu só precisava abrir o meu coração para ti. Tinhas de saber. Tinhas esse direito. E ouviste e, mais importante, sinto que sentiste e percebeste a minha dor, sentiste as minhas palavras como flechas no teu coração.

 

Por vezes penso e sinto se serei demasiado dura contigo. Demasiado sincera? Há palavras que magoam, mas podem salvar uma vida. Ou duas... E foi por isso que te disse tudo o que sentia. Se não estivéssemos ali, acho que nunca o teria feito. Teria fugido de mim própria, dos meus sentimentos que muitas vezes não te consigo expressar da melhor forma. Sinto-os tanto que não os consigo colocar em ti. Para ti.

 

Mas o teu gesto no final mostrou-me que há esperança. Eu acredito que aquela criança continua viva dentro de ti. Não morreu. Só a deixaste adormecer, ainda que inconscientemente. Eu tinha de ser a voz da tua consciência. Tinha de tentar reviver aquele sentimento que me fez olhar pelo vidro do carro enquanto dormias com a cabeça no meu colo no dia do meu renascimento, aquele sentimento que me fez abrir os olhos para um mundo azul escuro, um mundo de felicidade, aquele sentimento que me fez derramar uma lágrima de felicidade e sentir-me plena. Em paz. Em harmonia com o mundo e, principalmente, comigo mesma.

 

Merecemos uma oportunidade da vida. Ela deu-nos uma segunda estrada para percorrermos juntos. E eu quero percorrê-la até ao fim contigo. Com o menino por quem um dia eu vivi e revivi. Deste-me a vida.

 

Respiro fundo.

 

E penso de novo nisso... Não posso perdoar-te tudo, todas as lágrimas que me fazes verter, todos os pensamentos e sentimentos de dor, mas a verdade... a verdade é que sem ti teria sido tudo muito mais difícil. Não sei o que teria acontecido na minha pseudo-vida sem aquela decisão vinda do nada... acho que também não quero saber. Tenho-te a ti. Temo-nos. Mas temos de nos cativar. Cada dia, cada hora, cada segundo de vida. E tudo fará mais sentido...

 

E, no meu íntimo, no meio de lágrimas que chorei abraçada a ti nesse dia de revelação, acredito em ti. Acredito porque sei que acreditas. E porque sinto que sentiste...

 

E quando sentimos verdadeiramente o que dizemos, tudo se torna diferente...

 

E começa um novo mundo.

Terça-feira, 20 de Abril de 2010

Porquê...

 

The waves of destiny?

 

3 horas da manhã. E eu continuo aqui, de caneta em punho e pensamentos a mil.

 

Acho que é daqueles momentos em que me apetece escrever simplesmente porque sim.

 

Porque as letras lavam a alma. Uma alma suja de um mundo inútil que não sabe amar.

 

Porque cada rasgo de tinta me aproxima mais de mim própria e do meu eu interior.

 

Porque ao escrever não sou ninguém. Sou só eu. Simplesmente eu.

 

Porque escrever dá-me liberdade. Liberdade de gritar em silêncio, um grito que permanece no papel e me deixa ser eu.

 

Porque escrever me faz, ainda que por vezes tenuamente, um pouco mais feliz.

 

Porque ao escrever, posso sonhar e voar. Ser tudo e todos. Fechar os olhos para o mundo real e abafar a tristeza com um simples punhado de areia e o som de uma onda do mar a bater nas rochas ou a desmaiar aos meus pés.

 

Porque ao escrever cada letra sinto tudo e não sinto nada. Sinto a tristeza a cada traço de tinta...

 

Porque as letras lavam a alma. Já disse. Eu sei. Mas é essa a verdadeira e mais pura razão. Não escrevo simplesmente porque sim. É porque gosto. E apesar de por vezes as palavras serem tantas e tão intensas e mesmo assim não quererm ficar marcadas no papel, eu continuo a tentar.

 

Porque escrever faz bem. Lava a alma, sim, mas também lava o coração, por vezes tão cansado de uma vida que não deveria ser minha. Ou deveria? Quem sabe os desígnios do Destino...

 

O meu é escrever. Escrever para ser eu num mundo sem poetas ou escritores. Num mundo que não sabe o verdadeiro significado de uma letra. Que poder!

 

Escrevo porque sonho, porque sinto, porque choro, porque rio, porque salto, porque morro, porque... vivo.

 

 

Escrevo simplesmente para viver.

 

E vivo simplesmente para escrever.

 

Kita

 

19 de Abril de 2010, 3h24

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pensamento solto por Kita às 02:05

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Segunda-feira, 19 de Abril de 2010

Vazio

 

NightSky.jpg Night Sky image by E_Garrett

 

My night... my underworld...

 

Hoje sentei-me no chão à noite, no vazio, no nada, sozinha... simplesmente a olhar o nosso céu de estrelas. Vi as nossas nuvens.

 

Não eram aquelas brancas que um dia sonhei. Era um céu triste, carregado de escuridão sem paz, sem a minha alma feliz.

 

Não corriamos. Não sorríamos. Não senti aquela paz que um dia te falei no íntimo das palavras...

 

Um dia foste o meu anjo. O anjo azul que me resgatou da floresta negra. Sem pedir. Despojado de tudo. Só suspirando. Eu tive medo, mas dei-te a mão e cheguei à nossa nuvem. Acabei por te dar tudo o que hoje sou e o que não sou.

 

Mas hoje, mais uma vez, trouxeste de novo aquela escuridão. Não a mesma, mas a mesma insegurança no amanhã, a mesma insegurança na vida, nos sonhos, na própria vida que me deste... no próprio amor que por vezes te esqueces num horizonte que já não se vê.

 

 

Fecho os olhos na escuridão como tanto gosto. Talvez para me encontrar de novo a mim mesma no meio de tantos recantos de incertezas. No meio de tanta estrela sem paz nem alma. Onde estás? Para onde voou o meu anjo? Quem me amou sem barreiras, paciente, crente na vida que eu não tinha.

 

As palavras fogem-me entre os dedos, entre os espaços de alma vazios. Vazios de ti. Vazios de nós. Alma fugida, perdida por caminhos que nem eu sei onde vão dar. Onde irei eu dar... onde iremos dar... onde estamos? Sinto-me vazia. Vazia de tudo o que me faz lembrar de ti. Vazia de sentimentos nobres, vazia de mim própria ao tentar encontrar-me em ti, encontrar-te em mim. Bocados dispersos de alma, de coração. Um vazio de nós! Vazio, vazio...

 

E, sem eu ter sequer pedido, as mesmas gotas escorrem por um rosto que já nem parece meu. Ainda serei eu?

 

...and suddenly I close my eyes. I try to find my way back again. In the middle of nowhere, in the middle of my sea. Where is my little angel? Where is my cloud, so white... where is my sea at the end of the day... I close my eyes, and suddenly... I'm back inside of me. Alone in the dark wood.

  

 

 

Hoje, mais de um ano depois de ter escrito aqui pela última vez, voltei a escrever, quando as circunstâncias me diziam para fazer exactamente o contrário. Soube hoje que houve uma certa pessoa que, sendo tão boa a escrever os seus pensamentos de tristeza, decidiu tomar suas as minhas palavras de forma tão literal que plagiou as minhas palavras neste post e levou-as a um concurso da escola. Deixou os professores tão orgulhosos da sua sensibilidade e escrita, que lhes deram o 1º lugar no concurso. 

 

Sorte a minha, felizmente houve alguém que não acreditou que fosse ela a escrever e, daí eu saber da história, porque, claro está, uma pesquisa no google - ferramenta maravilhosa - e as palavras mágicas da menina afinal tinham saído do meu blog que tenho há vários anos.

Não contente com tendo cometido um crime (sim, o plágio é crime!), ainda tem a grande lata (não tem outro nome!) de me acusar de ter sido eu a roubar-lhe o texto, quando o meu está neste blog desde 2006 e foi escrito bem longe dela (sendo eu de Coimbra, é difícil ir ao Porto copiar um texto... digo eu!...).

 

A atitude desta aluna é totalmente inadmissível! Sinto-me injuriada e injustiçada! Nem há palavras. Só espero que seja feita justiça e que os professores responsáveis tenham o bom senso de lhe retirar o prémio e de o dar ao verdadeiro vencedor, para além de uma repreensão séria a essa aluna. Sendo também eu professora, acho que devemos, enquanto educadores, incutir alguns valores e princípios nos nossos alunos e não compactuar com este tipo de atitudes e comportamentos que só denigrem ainda mais o nosso ensino.

 

Sandra Patrícia (Kita)

 

 

P.S.: Este post é dedicado à Marta Rodrigues. Obrigada pelas palavras de conforto e ânimo para continuar a escrever. São pessoas assim que me fazem querer voltar aqui a este cantinho e continuar a deixar por cá pedaços da minha alma enquanto ser frágil da vida... Obrigada por tudo. Apesar de não te conhecer, sei que és alguém especial. Isso não se vê, sente-se simplesmente. Também tu tens sensibilidade e alma de poeta... Já pensaste também tu aventurares-te por mundos da escrita? Palpita-me que seria uma boa aposta... ;) Gostei de ti. Mesmo. E não é fácil isso acontecer assim, quase do nada...

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pensamento solto por Kita às 00:36

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Sábado, 28 de Março de 2009

Portrait

 

That's all what you always do. This is who you are.

You're my angel... How I wish that you keep belonging to Earth... forever...

When you fly away... the sea won't make me fell better anymore. The sunset over the blue sea at the end of the day will never be beautiful again.

Will you be there?

 

Nii

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pensamento solto por Kita às 22:59

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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Chuva de letras

Like if the spoon was my pen...

 

Por vezes, já nem tempo para escrever tenho... mas hoje as palavras voltaram de novo a encher-me a alma vazia do mundo... e sinto de novo a mesma necessidade das letras que, ao juntarem-se, moldam, como que por magia, o meu mundo de pensamentos...

 

E penso, sinto e faço cair as letras como gotas... ao acaso. Como é por vezes o meu caminho. Um acaso. Ele, que um dia foi feliz.

 

Por vezes penso neste desistir. Desistir do meu mundo de letras que se moldam à minha vontade, mas elas soltam-se sempre de dentro de mim e gritam por um lugar dentro e fora da minha alma.

 

São estas as minhas letras. É esta a minha alma sedenta da minha verdadeira essência. Não consigo fugir de mim própria...

 

Kita

sinto-me: like writing...
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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008

Escrever

Escrever... simplesmente uma vida... uma forma de estar...

 

Como há já muito não me acontecia, sinto falta das palavras, falta de escrever, falta de ser eu num papel ou num teclado...

 

Recomeço de aulas e uma vida quase sem tempo. Sonhos encontrados e desencontrados... sonhos vividos e perdidos algures no tempo.

 

Tempo para viver. É o tempo que temos de procurar sempre. E por isso viver na plenitude, sem nos preocuparmos em demasia com a vida e com os momentos menos bons que ela nos traz. Porque a vida não pode ser levada a sério. É um par de dias...

 

Continuo a sonhar. Sonho com palavras que não encontro, com o meu azul que por vezes deixo no meu mar.

 

E vejo-me de novo ali. Sozinha com as ondas e aquele som de final de tarde incomparável de beleza e paz. Adorava viver ali...

 

Escrevo simplesmente porque sim. Porque me lava a alma em dias de sujidade interior... em dias que preciso de me libertar, por vezes de mim mesma, por vezes da vida que não é para levar a sério...

 

As palavras são como bálsamo para um interior cheio de um não-sei-o-quê que por vezes não me deixa ser eu. E escrever é ser eu.

 

Respiro fundo enquanto escrevo de olhos fechados... só ouvindo o som das teclas, sentindo os meus dedos deslizar de tecla em tecla numa desordem organizada. Gostava de ser assim na vida... fechar os olhos e conseguir tudo aquilo que era necessário para o bem do mundo (e não só o meu...). Mas infelizmente nem com os olhos bem abertos consigo isso... e é por isso que ainda há crianças a morrer à fome num mundo em que os ricos só se preocupam com o seu umbigo...

 

Kita, 26 de Setembro de 2008. 

sinto-me: without feelings to show
música: Silêncio
pensamento solto por Kita às 19:01

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Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Elogio ao amor

 

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la.
Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha.

O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza.
Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito.
Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido.
Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama.
Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".

O amor passou a ser passível de ser combinado.
Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos,bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.




Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha.
Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".

Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.
Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice,facada, abraços, flores. O amor fechou a loja.

Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor.
É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode.

Tanto faz.
É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor.
A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. 
 


 

O amor puro é uma condição.
Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe.

Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma.
É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária.

A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida.
A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre.

Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.
O coração guarda o que se nos escapa das mãos.
E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver
sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.

Não se pode ceder. Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a Vida inteira, o amor não.

Só um minuto de amor pode durar a vida inteira.
E valê-la também."

 

Miguel Esteves Cardoso

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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008

Tired...

 

Precisava agora tanto de ti...

Sentir o teu cheiro, olhar-te eternamente, sonhar para além do teu horizonte...

Pisar a areia molhada das tuas ondas azuis de paz...

Fundir-me em ti.

Fechar os olhos e ver tudo.

Ver o mundo. Ver-me. Ser eu uma vez mais.

Ontem abracei-te numa carícia de saudade, por entre búzios e conchas molhadas...

E hoje precisava de ti.

Preciso da tua paz. Preciso do teu refúgio. Preciso dessa brisa que emanas e me faz sonhar e ver a realidade.

Mas agora eu queria só sonhar...

Sonhar que o meu mundo está para além disto. Não é aqui. Não sou eu.

Sonhar.

E esvanecer-me em ti...

 

Always...

 

Kita, 19 de Maio 2008.

sinto-me: tired...
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pensamento solto por Kita às 19:48

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