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Este é o meu cantinho onde guardo os meus pensamentos, os meus sentimentos que vao percorrendo a minha vida e o meu mundo...

Sábado, 28 de Março de 2009
Portrait

 

That's all what you always do. This is who you are.

You're my angel... How I wish that you keep belonging to Earth... forever...

When you fly away... the sea won't make me fell better anymore. The sunset over the blue sea at the end of the day will never be beautiful again.

Will you be there?

 

Nii


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Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
Chuva de letras

Like if the spoon was my pen...

 

Por vezes, já nem tempo para escrever tenho... mas hoje as palavras voltaram de novo a encher-me a alma vazia do mundo... e sinto de novo a mesma necessidade das letras que, ao juntarem-se, moldam, como que por magia, o meu mundo de pensamentos...

 

E penso, sinto e faço cair as letras como gotas... ao acaso. Como é por vezes o meu caminho. Um acaso. Ele, que um dia foi feliz.

 

Por vezes penso neste desistir. Desistir do meu mundo de letras que se moldam à minha vontade, mas elas soltam-se sempre de dentro de mim e gritam por um lugar dentro e fora da minha alma.

 

São estas as minhas letras. É esta a minha alma sedenta da minha verdadeira essência. Não consigo fugir de mim própria...

 

Kita


sinto-me: like writing...
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Sexta-feira, 26 de Setembro de 2008
Escrever

Escrever... simplesmente uma vida... uma forma de estar...

 

Como há já muito não me acontecia, sinto falta das palavras, falta de escrever, falta de ser eu num papel ou num teclado...

 

Recomeço de aulas e uma vida quase sem tempo. Sonhos encontrados e desencontrados... sonhos vividos e perdidos algures no tempo.

 

Tempo para viver. É o tempo que temos de procurar sempre. E por isso viver na plenitude, sem nos preocuparmos em demasia com a vida e com os momentos menos bons que ela nos traz. Porque a vida não pode ser levada a sério. É um par de dias...

 

Continuo a sonhar. Sonho com palavras que não encontro, com o meu azul que por vezes deixo no meu mar.

 

E vejo-me de novo ali. Sozinha com as ondas e aquele som de final de tarde incomparável de beleza e paz. Adorava viver ali...

 

Escrevo simplesmente porque sim. Porque me lava a alma em dias de sujidade interior... em dias que preciso de me libertar, por vezes de mim mesma, por vezes da vida que não é para levar a sério...

 

As palavras são como bálsamo para um interior cheio de um não-sei-o-quê que por vezes não me deixa ser eu. E escrever é ser eu.

 

Respiro fundo enquanto escrevo de olhos fechados... só ouvindo o som das teclas, sentindo os meus dedos deslizar de tecla em tecla numa desordem organizada. Gostava de ser assim na vida... fechar os olhos e conseguir tudo aquilo que era necessário para o bem do mundo (e não só o meu...). Mas infelizmente nem com os olhos bem abertos consigo isso... e é por isso que ainda há crianças a morrer à fome num mundo em que os ricos só se preocupam com o seu umbigo...

 

Kita, 26 de Setembro de 2008. 


sinto-me: without feelings to show
música: Silêncio


Quinta-feira, 19 de Junho de 2008
Elogio ao amor

 

"Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la.
Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha.

O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza.
Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade.
Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão.
Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito.
Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado.
Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido.
Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama.
Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.
Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em "diálogo".

O amor passou a ser passível de ser combinado.
Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões.
O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem.
A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível.
O amor tornou-se uma questão prática.
O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam "praticamente" apaixonadas.
Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço.
Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje.
Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do "tá bem, tudo bem", tomadores de bicas, alcançadores de compromissos,bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas.




Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha.
Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso "dá lá um jeitinho sentimental".

Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso.
Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice,facada, abraços, flores. O amor fechou a loja.

Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor.
É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode.

Tanto faz.
É uma questão de azar. O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor.
A "vidinha" é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. 
 


 

O amor puro é uma condição.
Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe.

Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma.
É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende. O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária.

A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser.

O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida.
A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre.

Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente.
O coração guarda o que se nos escapa das mãos.
E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha - é o nosso amor, o amor que se lhe tem.

Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver
sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz.

Não se pode ceder. Não se pode resistir.

A vida é uma coisa, o amor é outra.
A vida dura a Vida inteira, o amor não.

Só um minuto de amor pode durar a vida inteira.
E valê-la também."

 

Miguel Esteves Cardoso


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Segunda-feira, 19 de Maio de 2008
Tired...

 

Precisava agora tanto de ti...

Sentir o teu cheiro, olhar-te eternamente, sonhar para além do teu horizonte...

Pisar a areia molhada das tuas ondas azuis de paz...

Fundir-me em ti.

Fechar os olhos e ver tudo.

Ver o mundo. Ver-me. Ser eu uma vez mais.

Ontem abracei-te numa carícia de saudade, por entre búzios e conchas molhadas...

E hoje precisava de ti.

Preciso da tua paz. Preciso do teu refúgio. Preciso dessa brisa que emanas e me faz sonhar e ver a realidade.

Mas agora eu queria só sonhar...

Sonhar que o meu mundo está para além disto. Não é aqui. Não sou eu.

Sonhar.

E esvanecer-me em ti...

 

Always...

 

Kita, 19 de Maio 2008.


sinto-me: tired...
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Terça-feira, 11 de Março de 2008
Pensar...

Não é o meu mar... mas qualquer mar é fantástico e indescritível...

Pensar.
Pensar é como uma teia. Enreda-nos, e quanto mais nos debatemos, mas presos ficamos.
Pensar é como uma onda do mar. Se brava, puxa-nos para dentro por mais que nademos contra a corrente...

Pensar.
Pensar é bom. Mas não demais... Por vezes não vale a pena pensar no que já fomos, no que já passou, no que vivemos e deixámos de viver... é preciso seguir em frente, dar o passo rumo à nossa própria glória.


Porque ninguém vive do passado. Pode viver-se recordando o passado, desde que não nos deixemos embrenhar pelas suas redes de sedução do que um dia chegou a ser bom e já nem sequer existe.

Não pensar.
Não pensar pode ser bom. Pode ser mau. Para tudo tem de haver um meio termo...

O que interessa mesmo é sermos nós próprios, termos a nossa própria forma de ver o mundo e o horizonte... o que interessa é conseguirmos ser mais fortes do que nós mesmos, mesmo que isso signifique fazer-nos sofrer a nós mesmos por vezes. Por vezes é preciso mesmo ser um pouco masoquista por momentos, se isso nos levar um dia ao vale do pôr-do-sol... do meu mar azul.

Pensar...
Não pensar...
Quem sabe?...

Kita, 11 de Março de 2008.


sinto-me: pensativa...


Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008
Estágio Nacional de Karaté Shukokai em Sintra

 

Foi este fim de semana que voltei a reencontrar esta vila que ficará para sempre no meu imaginário... pela sua eterna beleza, pelas recordações que toda ela me traz, pelo ar fresco que respiro no seu seio, pela sua magia irradiante...

 

Mal me consigo mexer, mas foi muito bom este estágio nacional. Pelo convívio, pelas pessoas, pela aprendizagem (ainda que seja pouca, tem de se ir pouco a pouco, pois é "devagar [que] se vai ao longe"!).

 

As risadas durante a noite, o banho de água quase fria, o humor do nosso Sensei (depois de eu e a Ana já estarmos mais do que acordadas e o despertador dele ter tocado 4 vezes sem ele se levantar, lá se levanta ele, dizendo "Bom dia! Então, toca a levantar!" lol).

 

Tudo isto faz parte de um sonho. Bocadinhos do meu real imaginado...

 

O meu.

 

Será que vou aguentar hoje?

 

:)

 

Kita, 4 de Fevereiro de 2008.


sinto-me: Tired, with pain... but happy


Quarta-feira, 5 de Dezembro de 2007
Do sonho... à realidade.

 

Espot (Lleida), Espanha

 

O sonho faz parte da vida. E é por isso que eu continuo a sonhar. Comigo, contigo, com o meu mundo e folhas outonais numa estrada deserta rumo ao desconhecido. Porque é isso mesmo a vida: um enorme, infinito desconhecido.

 

Sonho a cada dia. Mas há sonhos que não dependem de nós, dependem do mundo. De um mundo que não pensa nos outros, só em si. Pessoas egocêntricas que apesar de muito terem só olham em prol de si mesmos...

 

Sim, gostava de ter muito dinheiro. Mas não para pensar primeiro em mim... pensaria primeiro na felicidade de muita gente que me é querida e outros que eu nem conheço mas que precisam de uma mão generosa e de uma amizade sincera.

 

O dinheiro não traz felicidade. Concordo. Mas ajuda muito em certos casos... como o do meu irmão. Comprei-te um casaco peludinho, bem quentinho (assim o espero) para te oferecer na noite em que o Pai Natal chega pela chaminé e dá presentes aos meninos que se portam bem. E tu tens-te portado bem. Tens zelado pela tua família e feito o maior sacrifício de todos: ter de estar longe deles.

 

O casaco simboliza o que eu não te posso dar: a passagem definitiva de Espanha, da neve e do frio para Portugal. Ao menos lá, espero que fiques quentinho... porque estando quentinho por fora, talvez seja mais fácil esquecer o frio que te arrefece o coração, tão longe de nós... tão longe do crescimento e das conversas sempre engraçadas com que o teu menino se sai a cada dia que passa.

 

Deves estar quase a chegar para mais uns dias em família. Só espero que tenhas uma boa viagem e que chegues bem.

 

Até amanhã.

 

Kita, 5 de Dezembro de 2007.

 

 

 


sinto-me: com saudades...


Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007
Do sonho à realidade

 

 

 

Fiquei sem vontade de escrever sobre o meu sonho...

O sonho de uma vida que acaba de se transformar em pedacinhos da minha realidade...

O sonho de uma infância perdida em devaneios, de uma adolecência sonhadora...

 

Dia 22 de Outubro.

O dia que me fez acreditar que ainda vale a pena lutar pelos sonhos...

Para que eles se tornem em pedacinhos da nossa realidade...

 

Kita, 25 de Outubro de 2007.

P.S.: Estou sem vontade de escrever porque estou zangada com o "Sapo" que me apagou o meu post, este mesmo, quando eu já tinha todo o meu sentimento escrito sobre o meu sonho... :(


sinto-me: Feliz com a minha realidade


Quinta-feira, 6 de Setembro de 2007
Regresso...

 

castelo dos mouros - sunset

 

Chegou finalmente o dia que há tanto ansiava. E agora que ele chega, sinto um nervoso miudinho, uma expectativa enorme e um receio: ver-te de novo, entre árvores, muralhas, cores e o cheiro do ar... sentir-te. Estares de novo dentro de mim, cada vez mais fortalecido... sinto que não vou escapar à minha própria memória. Sei que não vou conseguir desprender-me daquele dia em que, amigos, me conduziste serra acima e me deixaste o cheirinho do Castelo... Quero lá ir. Tenho de ir... Mas tenho medo. Não vou sozinha e sei que as recordações vão ser fortes, demasiado fortes.

 

E saber que estás ali tão perto!... E estares tão longe e tão dentro de mim...

Não sei. Sinto que vai ser um longo dia, feito passo a passo, vendo-te em cada esquina de rua, em cada pedra de calçada. E aquele medo miudinho de me deixar levar pelas emoções, pelo desconcerto que sempre causaste em mim. Acho que nunca percebeste realmente a dimensão daquilo que senti. À minha maneira, continuo a sentir. Só não talvez com a mesma dimensão, porque agora consigo ver para além de ti, consigo viver... consigo amar. Nunca um amor como o que guardo por ti - melhor, o que senti um dia por ti, com a intensidade com que a vivi. Não quero sequer voltar a amar como um dia te amei... se realmente existe um "amor da minha vida", esse meu amor foste tu. Não tenho a mais pequena dúvida. De outra forma terias sido simplesmente mais um entre outros tantos que passaram e acabaram por cair no esquecimento ou até na revolta da minha vida.

Tu não foste mais um. Foste aquele. Sabes aquela pessoa, aquele amor que só tens uma vez na vida? Tu foste o meu. O teu foi a Ana. Gostava imenso de a ter podido conhecer, para poder ver os olhos de uma sortuda. Seria?

 

Eu sou feliz. Amo, sou amada. Não se pode querer muito mais da vida. Mas tenho-te a ti também, a assombrar-me os pensamentos de tempos a tempos... consegui guardar-te dentro de mim e seguir uma vida que julguei impossível sem ti do meu lado. Mas consegui. Com a minha imensa força de vontade de conseguir viver, conseguir alegrar-me com um novo dia, conseguir simplesmente sorrir... tão banal, e tão importante para viver... Consegui com o amor em que eu não acreditava. Mas ele acreditou por mim. E é por isso que me dá vontade de chorar e amá-lo cada vez mais, lembrando o que ele fez por mim. Aquele poço era tão fundo... penso que estive a chegar lá e quase me acomodei na minha própria tristeza e solidão.

 

Sim, vou reviver-te amanhã, em cada recanto, sentir o teu cheiro que já não sei qual é, pairar nos pedaços de ar que respiro. Lembrar-me do dia em que me levaste ao cimo da Serro e já não conseguimos ir ao cimo do castelo ver a paisagem tão previlegiada. Amanhã se lá for, vou olhá-la por ti e por mim. Por aquele dia. Por nós. Pelo beijo que nunca demos. Pelo meu amor...

Até logo... amor da minha ténue vida.

 

Da tua sempre,

Kita, a princesa manguinha

 

1 de Setembro de 2007, pela 1h58 da madrugada.


sinto-me: na expectativa, ansiosa
música: ...a ouvir o respirar do meu anjinho...
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